A Faculdade de Odontologia da USP irá desenvolver um laboratório para pesquisa e cultivo de células-tronco com populações dentais diversas, desde dentes de leite até tecidos como o ligamento periodontal, conector do dente aos ossos da boca.
Parceira do King's College de Londres em cinco projetos de pesquisa com células-tronco dentais, a faculdade deverá contar com novo centro em 2011. A especialista e professora de ambas instituições Andrea Mantesso, coordenadora do projeto, afirma que as pesquisas na área avançam a passos largos.
"Já é possível gerar outros tecidos dentais ou mesmo dentes inteiros a partir de células-tronco", explica Andrea, em entrevista ao G1. "Uma população de células-tronco dentais não servem para qualquer aplicação, mas são extremamente promissora para os tecidos que são capazes de formar."
Células-tronco de tecidos dentais possuem aplicação limitada por não serem pluripotentes como aquelas obtidas a partir de embriões e de cordões umbilicais.
Para obter as células-tronco, o tecido de interesse como a polpa ou o ligamento periodontal são removidos e enzimas são aplicadas para separar as células umas das outras. O último passo é afastar as células-tronco das demais que compõem o tecido.
Histórico
O isolamento de células-tronco a partir de tecidos dentais começou em 2000, com trabalho do professor australiano Stan Gronthos. Três anos mais tarde, a mesma equipe identificou a presença de células-tronco também em dentes de leite.
Tecidos como ligamento periodontal e papila apical - tecido presente na formação da raiz do dente - também estão entre as populações dentais pesquisadas posteriormente para obtenção de células-tronco.
No ano de 2004, uma equipe do King's College, chefiada por Paul Sharpe, conseguiu construir um dente no rim de um camundongo, utilizando somente células durante o processo. Material de medula óssea foi empregado neste experimento, tido como um marco na odontologia moderna por mostrar a possibilidade de criar um dente a partir de tecidos não dentais.
Segundo a professora Mantesso, células-tronco dentais em geral já foram empregadas em trabalhos de engenharia tecidual em órgãos não dentais.
"Já se mostraram eficazes na recuperação de isquemia cardíaca e de danos na retina, além da produção de células neurais contra doenças neurológicas e musculares no combate a distrofias", afirma Andrea.
Fonte:g1.com
sexta-feira, 23 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Veneno de abelhas pode tratar depressão, demência e distrofia muscular
Pesquisadores da Universidade de Bristol (Inglaterra) e da Universidade de Liège (Bélgica) descobriram uma proteína do veneno de abelhas que pode servir para o desenvolvimento de medicamentos contra a distrofia muscular, depressão e demência. A proteína foi chamada de apamina, e foi isolada do veneno de abelhas. Esta proteína atua bloqueando um tipo de canal iônico que permite o fluxo rápido e seletivo de íons potássio (K+) através das membranas de nervos. O bloqueio destes canais no cérebro faz com que os nervos se tornem super-excitáveis, promovendo melhoria na aprendizagem, que influencia no tratamento da demência e da depressão. Além disso, os estudos demonstraram que a apamina diminui os sintomas observados em doentes com distrofia muscular miotônica (veja aqui o que é esta doença).
Os pesquisadores utilizaram modelagens moleculares e abordagens genéticas para entender como a apamina bloqueia estes canais de potássio. As proteínas atuam como se fossem “fechadoras” destes canais de potássio, mas não diretamente sobre estes, e sim “à distância”, fazendo com que estes canais se fechem. O funcionamento da apamina deverá estimular a busca de derivados sintéticos que possam mimetizar a ação desta proteína, causando efeitos similares, para que eventualmente possam ser desenvolvidos medicamentos para doenças cujos sintomas possam ser diminuídos pela ação destas substâncias.
Fonte: http://divulgarciencia.com/
Os pesquisadores utilizaram modelagens moleculares e abordagens genéticas para entender como a apamina bloqueia estes canais de potássio. As proteínas atuam como se fossem “fechadoras” destes canais de potássio, mas não diretamente sobre estes, e sim “à distância”, fazendo com que estes canais se fechem. O funcionamento da apamina deverá estimular a busca de derivados sintéticos que possam mimetizar a ação desta proteína, causando efeitos similares, para que eventualmente possam ser desenvolvidos medicamentos para doenças cujos sintomas possam ser diminuídos pela ação destas substâncias.
Fonte: http://divulgarciencia.com/
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Gaúchas recebem células-tronco em hospital na China
Campanha mobilizou Novo Hamburgo para tratamento de meninas com paralisia cerebral
Os primeiros seis meses de 2010 serão de expectativa para a família de Olívia Marques Pierotto Alves, três anos, vítima de paralisia cerebral.
Após submeter-se a oito aplicações de células-tronco na China, em um tratamento de 52 dias, Olivinha e os pais, Marcio Pierotto Alves, 27 anos, e Carolina Marques de Souza Pierotto Alves, 28 anos, desembarcaram na quinta-feira no Aeroporto Internacional Salgado Filho. Os resultados devem ser notados, espera a família, até o meio do ano.
Traquina aos dois anos, Olívia mergulhou em uma piscina sem que parentes percebessem, em 17 de janeiro passado. Os cinco minutos, tempo estimado que a garota permaneceu submersa, foram quase fatais. Após 30 dias em coma, acordou muda e sem o movimento dos braços e das pernas.
– Os médicos não nos deram muita esperança de que ela fosse melhorar algum dia – conta Carolina.
Sem se resignar, a família partiu em busca de alternativas: soube da história de uma menina tratada com células-tronco, na China, após sofrer uma lesão cerebral, e buscou informações. Em sete meses, os pais criaram um site, mobilizaram Novo Hamburgo, onde moram, e conquistaram o apoio da comunidade e do empresariado local. Na campanha, conheceram os pais de Fernanda Rossoni Vargas, oito anos, vítima de lesão semelhante.
– Era mais difícil conseguir para duas, mas não tínhamos como não ajudá-los – diz Carolina.
Eles não apenas conseguiram cerca de US$ 80 mil (R$ 139,232 mil) para tratamento, estadia, passagens e alimentação das duas famílias no Qingdao Chengyang People’s Hospital, em Qingdao, a duas horas de avião de Pequim, como garantiram quase R$ 90 mil para o prosseguimento do tratamento, no Brasil. Na China, Olívia recebeu oito aplicações de células-tronco retiradas de cordão umbilical – quatro endovenosas e quatro na coluna cervical. Pequenos avanços são comemorados como epopeias.
– Os braços dela já estão menos rígidos, ela firma a cabecinha, mexe a boca e tem dificuldades com a claridade, o que não acontecia antes. Os médicos na China disseram que os próximos seis meses são fundamentais – prevê Carolina, que abandou o emprego de enfermeira num hospital para dedicar-se à filha mais nova.
A saga de Olívia pode ser acompanha no sitewww.olivinha.com.br
Após submeter-se a oito aplicações de células-tronco na China, em um tratamento de 52 dias, Olivinha e os pais, Marcio Pierotto Alves, 27 anos, e Carolina Marques de Souza Pierotto Alves, 28 anos, desembarcaram na quinta-feira no Aeroporto Internacional Salgado Filho. Os resultados devem ser notados, espera a família, até o meio do ano.
Traquina aos dois anos, Olívia mergulhou em uma piscina sem que parentes percebessem, em 17 de janeiro passado. Os cinco minutos, tempo estimado que a garota permaneceu submersa, foram quase fatais. Após 30 dias em coma, acordou muda e sem o movimento dos braços e das pernas.
– Os médicos não nos deram muita esperança de que ela fosse melhorar algum dia – conta Carolina.
Sem se resignar, a família partiu em busca de alternativas: soube da história de uma menina tratada com células-tronco, na China, após sofrer uma lesão cerebral, e buscou informações. Em sete meses, os pais criaram um site, mobilizaram Novo Hamburgo, onde moram, e conquistaram o apoio da comunidade e do empresariado local. Na campanha, conheceram os pais de Fernanda Rossoni Vargas, oito anos, vítima de lesão semelhante.
– Era mais difícil conseguir para duas, mas não tínhamos como não ajudá-los – diz Carolina.
Eles não apenas conseguiram cerca de US$ 80 mil (R$ 139,232 mil) para tratamento, estadia, passagens e alimentação das duas famílias no Qingdao Chengyang People’s Hospital, em Qingdao, a duas horas de avião de Pequim, como garantiram quase R$ 90 mil para o prosseguimento do tratamento, no Brasil. Na China, Olívia recebeu oito aplicações de células-tronco retiradas de cordão umbilical – quatro endovenosas e quatro na coluna cervical. Pequenos avanços são comemorados como epopeias.
– Os braços dela já estão menos rígidos, ela firma a cabecinha, mexe a boca e tem dificuldades com a claridade, o que não acontecia antes. Os médicos na China disseram que os próximos seis meses são fundamentais – prevê Carolina, que abandou o emprego de enfermeira num hospital para dedicar-se à filha mais nova.
A saga de Olívia pode ser acompanha no sitewww.olivinha.com.br
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Investimento de R$ 4 milhões em laboratório
| Valor investido no Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias foi dividido entre o MS, o BNDES a FINEP e CNPq |
Parte integrante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) acaba de ser inaugurado e produzirá as unidades da linhagem brasileira de células-tronco pluripotentes induzidas, que podem se transformar em qualquer célula sem ser criada a partir de embriões – a primeira linhagem foi desenvolvida pela equipe da UFRJ, no início deste ano. O investimento foi de R$ 4 milhões, divididos entre Ministério da Saúde, o BNDES a FINEP e CNPq. Segundo o Ministério da Saúde, R$ 532,75 milhões foram investidos em 2.694 projetos científicos de universidades e instituições de pesquisa desde 2003 até o primeiro semestre de 2009. Sendo que o Brasil foi o quinto país a produzir células-tronco pluripotentes induzidas. A pesquisa foi coordenada pela Lygia da Veiga Pereira, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e Stevens Rehen da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os estudos de Lygia e Rehen foram financiados pelo Ministério da Saúde, através da Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC). Sendo que a cientista chegou a primeira linhagem de célula-tronco embrionária humana no Brasil e Rehen produziu a primeira linhagem de células-tronco obtidas sem o uso de embriões (células-tronco induzidas). A rede, coordenada pelo Ministério, deve encerar o ano com um investimento total de R$ 32 milhões, em 2009, divididos entre BNDES e dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde. |
Rio inaugura primeira grande fábrica de células-tronco do Brasil
Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) inauguraram na segunda-feira (30) a primeira grande fábrica de células-tronco do país. O objetivo é distribuir linhagens dessas células para dezenas de centros de pesquisa Brasil afora, de maneira que futuros testes de laboratório - e, com sorte, de terapia celular em pessoas - sejam padronizados e tenham resultado mais confiável.
O Lance (Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias) fabricará não só linhagens de células embrionárias humanas, famosas por sua versatilidade quase ilimitada (podem assumir a função de qualquer tecido do organismo adulto), mas também as chamadas células iPS. Esse outro tipo é aquele produzido quando um pedaço do organismo adulto, como uma célula da pele, é "convencido" a retornar a um estado mais primitivo, tão versátil quanto o embrionário.
A esperança é que ambos desempenhem um papel importante na medicina do futuro. As duas classes de célula podem ajudar a reconstruir a dinâmica de doenças humanas em laboratório e servir como plataforma para teste de novas drogas.
Também há chance de usá-las para reconstruir tecidos e órgãos lesados, como os neurônios desfuncionais de uma pessoa com mal de Parkinson, embora nenhum teste em humanos tenha ocorrido até agora.
Criatividade e esperança - Com recursos do Ministério da Saúde, do CNPq, da Finep e do BNDES, o Lance é uma tentativa de aplicar resultados da pesquisa básica em saúde.
O diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent, disse que a iniciativa marca um momento de "criatividade e esperança" para a instituição, que está fazendo 40 anos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi o responsável por inaugurar oficialmente o laboratório ontem.
O novo laboratório terá também um braço na USP (leia texto à dir.). Os 26 pesquisadores da ala carioca do Lance se destacam, junto com seus colegas paulistas, pela experiência já adquirida na área.
Foram os primeiros da América Latina a produzir células iPS, um truque delicado de manipulação genética, e os primeiros a produzirem uma tese de doutorado e um artigo científico sobre células-tronco embrionárias humanas no Brasil.
O grupo também anda otimizando técnicas para a produção e a análise dessas células em larga escala.
A ideia é usar esse know-how como controle de qualidade das linhagens celulares que serão empregadas para pesquisa no Brasil.
Os cientistas planejam garantir que as células distribuídas estejam livres de contaminação bacteriana, sem anomalias genéticas e com pluripotência (versatilidade na transformação em outros tipos).
Comparabilidade - Stevens Rehen, o biólogo coordenador do laboratório, diz que será preciso encontrar equilíbrio entre a padronização das linhagens e a criatividade de cada grupo de pesquisa.
"Posso chegar a um protocolo numa determinada linhagem que é boa para produzir neurônios, e para mim está ótimo", explica o cientista. Segundo ele, porém, isso não basta. "É importante que seja possível comparar as linhagens durante testes clínicos, por exemplo, porque é comum cada uma se comportar de modo diferente."
Outro fator a ser considerado pelos cientistas é a composição genética das células, que influi na maneira com que elas reagem a drogas, por exemplo.
"A [linhagem] que testamos era cerca de 98% europeia. Pode ser que nunca consigamos amostrar toda a diversidade genética brasileira, porque quem tem acesso a clínicas de fertilização (fornecedoras de células embrionárias) tende a representar uma fatia mais europeia da população", afirma. (Fonte: Folha Online)
O Lance (Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias) fabricará não só linhagens de células embrionárias humanas, famosas por sua versatilidade quase ilimitada (podem assumir a função de qualquer tecido do organismo adulto), mas também as chamadas células iPS. Esse outro tipo é aquele produzido quando um pedaço do organismo adulto, como uma célula da pele, é "convencido" a retornar a um estado mais primitivo, tão versátil quanto o embrionário.
A esperança é que ambos desempenhem um papel importante na medicina do futuro. As duas classes de célula podem ajudar a reconstruir a dinâmica de doenças humanas em laboratório e servir como plataforma para teste de novas drogas.
Também há chance de usá-las para reconstruir tecidos e órgãos lesados, como os neurônios desfuncionais de uma pessoa com mal de Parkinson, embora nenhum teste em humanos tenha ocorrido até agora.
Criatividade e esperança - Com recursos do Ministério da Saúde, do CNPq, da Finep e do BNDES, o Lance é uma tentativa de aplicar resultados da pesquisa básica em saúde.
O diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent, disse que a iniciativa marca um momento de "criatividade e esperança" para a instituição, que está fazendo 40 anos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi o responsável por inaugurar oficialmente o laboratório ontem.
O novo laboratório terá também um braço na USP (leia texto à dir.). Os 26 pesquisadores da ala carioca do Lance se destacam, junto com seus colegas paulistas, pela experiência já adquirida na área.
Foram os primeiros da América Latina a produzir células iPS, um truque delicado de manipulação genética, e os primeiros a produzirem uma tese de doutorado e um artigo científico sobre células-tronco embrionárias humanas no Brasil.
O grupo também anda otimizando técnicas para a produção e a análise dessas células em larga escala.
A ideia é usar esse know-how como controle de qualidade das linhagens celulares que serão empregadas para pesquisa no Brasil.
Os cientistas planejam garantir que as células distribuídas estejam livres de contaminação bacteriana, sem anomalias genéticas e com pluripotência (versatilidade na transformação em outros tipos).
Comparabilidade - Stevens Rehen, o biólogo coordenador do laboratório, diz que será preciso encontrar equilíbrio entre a padronização das linhagens e a criatividade de cada grupo de pesquisa.
"Posso chegar a um protocolo numa determinada linhagem que é boa para produzir neurônios, e para mim está ótimo", explica o cientista. Segundo ele, porém, isso não basta. "É importante que seja possível comparar as linhagens durante testes clínicos, por exemplo, porque é comum cada uma se comportar de modo diferente."
Outro fator a ser considerado pelos cientistas é a composição genética das células, que influi na maneira com que elas reagem a drogas, por exemplo.
"A [linhagem] que testamos era cerca de 98% europeia. Pode ser que nunca consigamos amostrar toda a diversidade genética brasileira, porque quem tem acesso a clínicas de fertilização (fornecedoras de células embrionárias) tende a representar uma fatia mais europeia da população", afirma. (Fonte: Folha Online)
EUA aprovam primeiras linhagens "éticas" de células-tronco
O governo dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira as primeiras 13 linhagens de células-tronco embrionárias humanas, abrindo caminho para seu uso em pesquisas com verbas federais e refletindo o anúncio do presidente Barack Obama, em março, no sentido de eliminar algumas restrições.
Essas linhagens foram produzidas com verbas privadas por dois pesquisadores da Universidade Harvard e da Universidade Rockefeller, segundo Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
A decisão libera esses e muitos outros pesquisadores para usarem verbas federais nas suas pesquisas com tais linhagens de células-tronco, que são uma espécie de "manual de instruções" do organismo, capazes de dar origem a qualquer órgão ou tecido do corpo, o que abre a perspectiva de cura para diversas doenças e lesões.
"Hoje estamos anunciando a aprovação das primeiras 13 linhagens de células-tronco", disse Collins a jornalistas por telefone. "Chegamos ao ponto em que temos linhagens de células-tronco declaradas elegíveis para o uso sob esta nova política."
Alegando obstáculos éticos ao uso de embriões, o governo conservador de George W. Bush impunha restrições ao uso de verbas federais nas pesquisas com células-tronco embrionárias. Em março, seu sucessor Barack Obama suspendeu parte dessas restrições.
Mas Obama não pôde suspender uma restrição que foi imposta pelo Congresso, a chamada emenda Dickey-Wicker, que proíbe o uso de verbas federais para a produção das células-tronco. Por isso, só será possível o uso das verbas públicas em linhagens já existentes.
Adversários da prática a equiparam ao aborto, por destruir embriões. Defensores alegam que esses embriões, descartados em clínicas de fertilização, seriam destruídos de qualquer maneira.
O Instituto Nacional de Saúde criou uma comissão que estabelecerá as diretrizes sobre quais linhagens de células-tronco atendem a rígidos critérios éticos. Será obrigatório, por exemplo, que os embriões tenham sido descartados em clínicas de fertilização, e que os pais assinem detalhados formulários de autorização.
Collins disse que, após quase dez anos de debate sobre o assunto, a maioria da opinião pública apoia o uso de células-tronco embrionárias obtidas em clínicas de fertilização.
Cientistas franceses criam pele com células-tronco
Cientistas franceses descobriram uma maneira de criar pele humana rapidamente a partir de células-tronco, uma descoberta que pode salvar as vidas de muitas vítimas de queimaduras que são vulneráveis a infecções e hoje podem ter que esperar semanas para um enxerto de pele.
Os cientistas conseguiram o avanço criando um pedaço de pele humana nas costas de um camundongo com o uso de células-tronco, que possuem a capacidade de se desenvolverem e converterem em qualquer célula humana.
Tradicionalmente, os enxertos de pele são criados a partir de culturas de células retiradas do paciente. É um processo que leva três semanas, o que é tempo demais para alguns pacientes que sofreram queimaduras extensas.
O novo método à base de células-tronco permite que os hospitais encomendem pele humana assim que receberem uma vítima de queimaduras.
"O que nossa descoberta pode fornecer é uma maneira de cobrir as queimaduras durante essas três semanas com epiderme. produzida naquela fábrica e enviada ao médico assim que o hospital recebe um paciente com queimaduras graves", disse Marc Peschanski, diretor de pesquisas do instituto I-Stem.
"O hospital vai ligar para a fábrica e receberá imediatamente um metro quadrado de epiderme, que servirá para cobrir as queimaduras temporariamente", disse ele.
"Enxertamos células nas costas de um camundongo no qual tínhamos provocado um ferimento, e observamos, 12 semanas mais tarde, que a epiderme tinha se curado", disse Xavier Nissan, que participou do estudo realizado pelo I-stem, que desenvolve terapias de regeneração usando células-tronco.
Na França, entre 200 e 300 pessoas por ano correm o risco de morrer de queimaduras graves, disse Peschanski, que espera que o novo método se torne uma ferramenta terapêutica comum.
"Portanto, isto realmente traz uma nova esperança para essas pessoas. E a verdade é que qualquer um de nós pode se tornar um paciente com queimaduras graves', disse ele. (Fonte: Folha Online)
Os cientistas conseguiram o avanço criando um pedaço de pele humana nas costas de um camundongo com o uso de células-tronco, que possuem a capacidade de se desenvolverem e converterem em qualquer célula humana.
Tradicionalmente, os enxertos de pele são criados a partir de culturas de células retiradas do paciente. É um processo que leva três semanas, o que é tempo demais para alguns pacientes que sofreram queimaduras extensas.
O novo método à base de células-tronco permite que os hospitais encomendem pele humana assim que receberem uma vítima de queimaduras.
"O que nossa descoberta pode fornecer é uma maneira de cobrir as queimaduras durante essas três semanas com epiderme. produzida naquela fábrica e enviada ao médico assim que o hospital recebe um paciente com queimaduras graves", disse Marc Peschanski, diretor de pesquisas do instituto I-Stem.
"O hospital vai ligar para a fábrica e receberá imediatamente um metro quadrado de epiderme, que servirá para cobrir as queimaduras temporariamente", disse ele.
"Enxertamos células nas costas de um camundongo no qual tínhamos provocado um ferimento, e observamos, 12 semanas mais tarde, que a epiderme tinha se curado", disse Xavier Nissan, que participou do estudo realizado pelo I-stem, que desenvolve terapias de regeneração usando células-tronco.
Na França, entre 200 e 300 pessoas por ano correm o risco de morrer de queimaduras graves, disse Peschanski, que espera que o novo método se torne uma ferramenta terapêutica comum.
"Portanto, isto realmente traz uma nova esperança para essas pessoas. E a verdade é que qualquer um de nós pode se tornar um paciente com queimaduras graves', disse ele. (Fonte: Folha Online)
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