Fios vivos
Cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, criaram longos fios formados pela junção sequencial de células-tronco vivas e ativas.
Segundo os pesquisadores, estes fios celulares vivos podem se tornar uma ferramenta importante para tratamentos médicos, como ajudar a reparar o tecido do coração e da medula espinhal, e para o desenvolvimento de músculos artificiais.
As células utilizadas como base de sustentação são peptídeos, que se solidificam quanto entram em contato com água salgada, formando um gel que lembra um macarrão instantâneo, atingindo dimensões macroscópicas, visíveis a olho nu.
Quanto integradas com as células-tronco, as nanofibras podem ser injetadas no corpo com uma seringa. Depositadas em uma área onde o tecido foi danificado, as nanofibras ativam processos biológicos que levam à recuperação do tecido.
Nanofibras
Para construir os filamentos, a equipe de Stupp usou uma solução de peptídeos anfifílicos, conhecidos por sua tendência em se auto-organizarem em feixes de nanofibras, que foi aquecida para gerar um cristal líquido.
A solução foi então forçada através de uma pipeta em água salgada contendo cloreto de sódio (NaCl) ou cloreto de cálcio (CaCl2).
Os filamentos, que não são tóxicos, podem ser enrolados, dobrados ou amarrados, e podem ser fabricados em diversos diâmetros, apenas variando o diâmetro da pipeta.
A seguir, os filamentos foram "preenchidos", ou integrados com células-tronco, que passaram a se desenvolver no interior da estrutura filamentosa, seguindo a orientação do fio.
Fios de vida
Em uma demonstração surpreendente do que a nanotecnologia pode fazer em termos de medicina regenerativa, camundongos de laboratório paralisados por lesões na medula espinhal recuperaram a habilidade de usar suas patas traseiras seis semanas depois de receberem o nanomaterial.
Os nanofios também foram utilizados para cultivar músculos cardíacos in vitro, mostrando-se eletricamente ativos 10 dias depois do implante dos fios celulares.
"Injetando as moléculas que nós projetamos para se auto-organizarem em nanoestruturas no tecido espinhal, conseguimos recuperar rapidamente os neurônios danificados," disse Stupp.
"Os nanofios são a chave não apenas para prevenir a formação de tecido cicatricial prejudicial, que inibe a cura da medula espinhal, mas também para estimular o corpo na regeneração de células perdidas ou danificadas," explica o cientista.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br
terça-feira, 27 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
USP deve fornecer células-tronco de dentes de leite para pesquisadores
O laboratório para obtenção de células-tronco a partir de dentes de leite, em construção na Universidade de São Paulo (USP), deve colaborar para pesquisas sobre o assunto em todo o país. A coordenadora do projeto, Andrea Mantesso, disse que as células obtidas no novo centro, que será inaugurado em 2011, devem ser oferecidas a pesquisadores de outros laboratórios da USP e até de outras universidades.
“A gente está em uma grande universidade pública, onde existe muita pesquisa. Poderemos fornecer material a esses pesquisadores”, afirmou ela, em entrevista à Agência Brasil. “Como essas células virão dos dentes de leite, teremos material em abundância”, explicou.
Mantesso disse também que o novo laboratório deve receber pesquisadores de outras universidades do país e do exterior. A universidade inglesa King’s College, que já é parceira da USP no projeto do laboratório, será uma das instituições que enviará alunos e professores para estudos em São Paulo.“Poderemos trabalhar em colaboração e formar pesquisadores interessados nesta área [células-tronco]”, complementou.
A professora Maria Rita Passos-Bueno, que coordena outro projeto de pesquisas sobre células-tronco na própria USP, acha importante essa integração, mas ressalta, porém, que a medida ainda precisa ser planejada. “Temos que ver como será esta integração”, disse, lembrando que pesquisas sobre células-tronco obtidas em dentes são realizadas na USP pelo menos desde 2005.
Stevens Rehen, coordenador do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a criação do laboratório deve colaborar para a obtenção de resultados mais significativos na área.
Para ele, o Brasil tem publicado pesquisas importantes sobre células-tronco. Mesmo assim, ainda tem muito a avançar até nivelar-se com países mais desenvolvidos. O novo laboratório pode ajudar a reduzir essa diferença, acredita.
“Se o Brasil quer ter avanços importantes, tem quer ter vários grupos diferentes pesquisando o mesmo assunto”, ressaltou. “A área de células-tronco não é uma ciência exata. Então, qualquer visão diferente sobre o assunto já acrescenta”.
(Fonte: Agência Brasil)
“A gente está em uma grande universidade pública, onde existe muita pesquisa. Poderemos fornecer material a esses pesquisadores”, afirmou ela, em entrevista à Agência Brasil. “Como essas células virão dos dentes de leite, teremos material em abundância”, explicou.
Mantesso disse também que o novo laboratório deve receber pesquisadores de outras universidades do país e do exterior. A universidade inglesa King’s College, que já é parceira da USP no projeto do laboratório, será uma das instituições que enviará alunos e professores para estudos em São Paulo.“Poderemos trabalhar em colaboração e formar pesquisadores interessados nesta área [células-tronco]”, complementou.
A professora Maria Rita Passos-Bueno, que coordena outro projeto de pesquisas sobre células-tronco na própria USP, acha importante essa integração, mas ressalta, porém, que a medida ainda precisa ser planejada. “Temos que ver como será esta integração”, disse, lembrando que pesquisas sobre células-tronco obtidas em dentes são realizadas na USP pelo menos desde 2005.
Stevens Rehen, coordenador do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a criação do laboratório deve colaborar para a obtenção de resultados mais significativos na área.
Para ele, o Brasil tem publicado pesquisas importantes sobre células-tronco. Mesmo assim, ainda tem muito a avançar até nivelar-se com países mais desenvolvidos. O novo laboratório pode ajudar a reduzir essa diferença, acredita.
“Se o Brasil quer ter avanços importantes, tem quer ter vários grupos diferentes pesquisando o mesmo assunto”, ressaltou. “A área de células-tronco não é uma ciência exata. Então, qualquer visão diferente sobre o assunto já acrescenta”.
(Fonte: Agência Brasil)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Célula tronco é a pauta do “Re-Vista” desta sexta
No programa “Re-Vista” desta sexta (23), que vai ao ar pela CNT, Dani Tavares entrevista a Dra.Patricia Costa, pesquisadora do Instituto Nacional de Cardiologia do Rio, sobre o uso de células tronco no tratamento de diversas doenças. Atualmente o Brasil é centro de referência em estudos de terapia celular nas doenças do coração.
Durante a entrevista, a Dra.Patricia comentou os resultados promissores das pesquisas já realizadas e principalmente o ótimo prognóstico de um paciente vítima da Doença de Chagas tratado com células retiradas da própria medula.
O objetivo do programa é esclarecer a população sobre o trabalho desenvolvido no Instituto do Coração e estimular o interesse por informações concretas sobre os tratamentos com células tronco e as doenças que estão sendo estudadas.
O “Re-Vista” vai ao ar toda sexta-feira, às 12h30, na CNT.
Fonte: Todo Canal
Durante a entrevista, a Dra.Patricia comentou os resultados promissores das pesquisas já realizadas e principalmente o ótimo prognóstico de um paciente vítima da Doença de Chagas tratado com células retiradas da própria medula.
O objetivo do programa é esclarecer a população sobre o trabalho desenvolvido no Instituto do Coração e estimular o interesse por informações concretas sobre os tratamentos com células tronco e as doenças que estão sendo estudadas.
O “Re-Vista” vai ao ar toda sexta-feira, às 12h30, na CNT.
Fonte: Todo Canal
Cientistas brasileiros inovam em pesquisas com células-tronco
Modificação genética
Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, conseguiram um feito inédito na ciência brasileira: a produção de células-tronco de pluripotência induzida (iPS) a partir da modificação genética de células da pele.
A inovação do projeto está no uso de genes distintos daqueles tradicionalmente utilizados pelos grupos de pesquisa que produzem trabalhos semelhantes.
O estudo, realizado pela Dra Virgínia Picanço e Castro, foi publicado na edição online da revista Stem Cells and Development.
A pesquisa coloca o país em posição de destaque no cenário científico internacional na área de células tronco.
"Os resultados desta pesquisa colocam o Brasil numa posição de destaque no cenário científico internacional, mostrando que a ciência que se faz aqui está em pé de igualdade com aquela realizada no exterior", aponta o orientador do trabalho, o professor Dimas Tadeu Covas.
Células-tronco de pluripotência induzida
O objetivo do grupo era transformar células de pessoas adultas em células-tronco de pluripotência induzida (iPS). Essa reprogramação ocorre por meio da introdução de genes nas células adultas.
Vários estudos internacionais já foram realizados usando essa técnica que, tradicionalmente, utiliza quatro genes para a modificação genética: SOX 2, OCT 4, KFL 4 e C-MYC. Uma das características dessa técnica é que, quando as células iPS são introduzidas em animais, elas levam à formação de tumores.
No estudo realizado em Ribeirão Preto, os pesquisadores utilizaram três genes: SOX 2, C-MYC e um outro inédito, o TCL 1-A para reprogramar células adultas de pele humana.
Os cientistas conseguiram transformá-las em células-tronco de pluripotência induzida, mas elas apresentaram a característica de não produzirem tumores.
É a primeira vez que um grupo de pesquisa produz esses resultados usando genes distintos daqueles tradicionalmente usados. Agora, os estudos continuam com a finalidade de entender outras características que essas células apresentam e suas possíveis propriedades terapêuticas.
Células-Tronco e Terapia Celular
"Não temos um número tão grande de pesquisadores quanto o de outros centros de pesquisa no exterior, mas também produzimos trabalhos com resultados muito interessantes", comenta o professor Dimas Tadeu Covas, destacando o papel fundamental que o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCT), sediado em Ribeirão Preto, juntamente com o Centro de Terapia Celular (CTC) da USP na cidade, tiveram para a realização desta pesquisa.
Além do professor Dimas Tadeu Covas e de Virginia Picanço-Castro, participaram do trabalho os pesquisadores Elisa Maria Souza Russo-Carbolante, do INCT; Luiza Junqueira Reis (CTC); Ana Maria Fraga (Instituto de Biociências da USP); Danielle Aparecida Rosa de Magalhães (CTC); Maristela Delgado Orellana (CTC); Rodrigo Alexandre Panepucci, (CTC); e Lygia Veiga Pereira (Instituto de Biociências da USP). O artigo está disponível para consulta neste endereço.
A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudo e Projetos (Finep).
Fonte: Diário da Saúde.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, conseguiram um feito inédito na ciência brasileira: a produção de células-tronco de pluripotência induzida (iPS) a partir da modificação genética de células da pele.
A inovação do projeto está no uso de genes distintos daqueles tradicionalmente utilizados pelos grupos de pesquisa que produzem trabalhos semelhantes.
O estudo, realizado pela Dra Virgínia Picanço e Castro, foi publicado na edição online da revista Stem Cells and Development.
A pesquisa coloca o país em posição de destaque no cenário científico internacional na área de células tronco.
"Os resultados desta pesquisa colocam o Brasil numa posição de destaque no cenário científico internacional, mostrando que a ciência que se faz aqui está em pé de igualdade com aquela realizada no exterior", aponta o orientador do trabalho, o professor Dimas Tadeu Covas.
Células-tronco de pluripotência induzida
O objetivo do grupo era transformar células de pessoas adultas em células-tronco de pluripotência induzida (iPS). Essa reprogramação ocorre por meio da introdução de genes nas células adultas.
Vários estudos internacionais já foram realizados usando essa técnica que, tradicionalmente, utiliza quatro genes para a modificação genética: SOX 2, OCT 4, KFL 4 e C-MYC. Uma das características dessa técnica é que, quando as células iPS são introduzidas em animais, elas levam à formação de tumores.
No estudo realizado em Ribeirão Preto, os pesquisadores utilizaram três genes: SOX 2, C-MYC e um outro inédito, o TCL 1-A para reprogramar células adultas de pele humana.
Os cientistas conseguiram transformá-las em células-tronco de pluripotência induzida, mas elas apresentaram a característica de não produzirem tumores.
É a primeira vez que um grupo de pesquisa produz esses resultados usando genes distintos daqueles tradicionalmente usados. Agora, os estudos continuam com a finalidade de entender outras características que essas células apresentam e suas possíveis propriedades terapêuticas.
Células-Tronco e Terapia Celular
"Não temos um número tão grande de pesquisadores quanto o de outros centros de pesquisa no exterior, mas também produzimos trabalhos com resultados muito interessantes", comenta o professor Dimas Tadeu Covas, destacando o papel fundamental que o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCT), sediado em Ribeirão Preto, juntamente com o Centro de Terapia Celular (CTC) da USP na cidade, tiveram para a realização desta pesquisa.
Além do professor Dimas Tadeu Covas e de Virginia Picanço-Castro, participaram do trabalho os pesquisadores Elisa Maria Souza Russo-Carbolante, do INCT; Luiza Junqueira Reis (CTC); Ana Maria Fraga (Instituto de Biociências da USP); Danielle Aparecida Rosa de Magalhães (CTC); Maristela Delgado Orellana (CTC); Rodrigo Alexandre Panepucci, (CTC); e Lygia Veiga Pereira (Instituto de Biociências da USP). O artigo está disponível para consulta neste endereço.
A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudo e Projetos (Finep).
Fonte: Diário da Saúde.
Células-tronco com tecidos dentais
A Faculdade de Odontologia da USP irá desenvolver um laboratório para pesquisa e cultivo de células-tronco com populações dentais diversas, desde dentes de leite até tecidos como o ligamento periodontal, conector do dente aos ossos da boca.
Parceira do King's College de Londres em cinco projetos de pesquisa com células-tronco dentais, a faculdade deverá contar com novo centro em 2011. A especialista e professora de ambas instituições Andrea Mantesso, coordenadora do projeto, afirma que as pesquisas na área avançam a passos largos.
"Já é possível gerar outros tecidos dentais ou mesmo dentes inteiros a partir de células-tronco", explica Andrea, em entrevista ao G1. "Uma população de células-tronco dentais não servem para qualquer aplicação, mas são extremamente promissora para os tecidos que são capazes de formar."
Células-tronco de tecidos dentais possuem aplicação limitada por não serem pluripotentes como aquelas obtidas a partir de embriões e de cordões umbilicais.
Para obter as células-tronco, o tecido de interesse como a polpa ou o ligamento periodontal são removidos e enzimas são aplicadas para separar as células umas das outras. O último passo é afastar as células-tronco das demais que compõem o tecido.
Histórico
O isolamento de células-tronco a partir de tecidos dentais começou em 2000, com trabalho do professor australiano Stan Gronthos. Três anos mais tarde, a mesma equipe identificou a presença de células-tronco também em dentes de leite.
Tecidos como ligamento periodontal e papila apical - tecido presente na formação da raiz do dente - também estão entre as populações dentais pesquisadas posteriormente para obtenção de células-tronco.
No ano de 2004, uma equipe do King's College, chefiada por Paul Sharpe, conseguiu construir um dente no rim de um camundongo, utilizando somente células durante o processo. Material de medula óssea foi empregado neste experimento, tido como um marco na odontologia moderna por mostrar a possibilidade de criar um dente a partir de tecidos não dentais.
Segundo a professora Mantesso, células-tronco dentais em geral já foram empregadas em trabalhos de engenharia tecidual em órgãos não dentais.
"Já se mostraram eficazes na recuperação de isquemia cardíaca e de danos na retina, além da produção de células neurais contra doenças neurológicas e musculares no combate a distrofias", afirma Andrea.
Fonte:g1.com
Parceira do King's College de Londres em cinco projetos de pesquisa com células-tronco dentais, a faculdade deverá contar com novo centro em 2011. A especialista e professora de ambas instituições Andrea Mantesso, coordenadora do projeto, afirma que as pesquisas na área avançam a passos largos.
"Já é possível gerar outros tecidos dentais ou mesmo dentes inteiros a partir de células-tronco", explica Andrea, em entrevista ao G1. "Uma população de células-tronco dentais não servem para qualquer aplicação, mas são extremamente promissora para os tecidos que são capazes de formar."
Células-tronco de tecidos dentais possuem aplicação limitada por não serem pluripotentes como aquelas obtidas a partir de embriões e de cordões umbilicais.
Para obter as células-tronco, o tecido de interesse como a polpa ou o ligamento periodontal são removidos e enzimas são aplicadas para separar as células umas das outras. O último passo é afastar as células-tronco das demais que compõem o tecido.
Histórico
O isolamento de células-tronco a partir de tecidos dentais começou em 2000, com trabalho do professor australiano Stan Gronthos. Três anos mais tarde, a mesma equipe identificou a presença de células-tronco também em dentes de leite.
Tecidos como ligamento periodontal e papila apical - tecido presente na formação da raiz do dente - também estão entre as populações dentais pesquisadas posteriormente para obtenção de células-tronco.
No ano de 2004, uma equipe do King's College, chefiada por Paul Sharpe, conseguiu construir um dente no rim de um camundongo, utilizando somente células durante o processo. Material de medula óssea foi empregado neste experimento, tido como um marco na odontologia moderna por mostrar a possibilidade de criar um dente a partir de tecidos não dentais.
Segundo a professora Mantesso, células-tronco dentais em geral já foram empregadas em trabalhos de engenharia tecidual em órgãos não dentais.
"Já se mostraram eficazes na recuperação de isquemia cardíaca e de danos na retina, além da produção de células neurais contra doenças neurológicas e musculares no combate a distrofias", afirma Andrea.
Fonte:g1.com
terça-feira, 20 de julho de 2010
Veneno de abelhas pode tratar depressão, demência e distrofia muscular
Pesquisadores da Universidade de Bristol (Inglaterra) e da Universidade de Liège (Bélgica) descobriram uma proteína do veneno de abelhas que pode servir para o desenvolvimento de medicamentos contra a distrofia muscular, depressão e demência. A proteína foi chamada de apamina, e foi isolada do veneno de abelhas. Esta proteína atua bloqueando um tipo de canal iônico que permite o fluxo rápido e seletivo de íons potássio (K+) através das membranas de nervos. O bloqueio destes canais no cérebro faz com que os nervos se tornem super-excitáveis, promovendo melhoria na aprendizagem, que influencia no tratamento da demência e da depressão. Além disso, os estudos demonstraram que a apamina diminui os sintomas observados em doentes com distrofia muscular miotônica (veja aqui o que é esta doença).
Os pesquisadores utilizaram modelagens moleculares e abordagens genéticas para entender como a apamina bloqueia estes canais de potássio. As proteínas atuam como se fossem “fechadoras” destes canais de potássio, mas não diretamente sobre estes, e sim “à distância”, fazendo com que estes canais se fechem. O funcionamento da apamina deverá estimular a busca de derivados sintéticos que possam mimetizar a ação desta proteína, causando efeitos similares, para que eventualmente possam ser desenvolvidos medicamentos para doenças cujos sintomas possam ser diminuídos pela ação destas substâncias.
Fonte: http://divulgarciencia.com/
Os pesquisadores utilizaram modelagens moleculares e abordagens genéticas para entender como a apamina bloqueia estes canais de potássio. As proteínas atuam como se fossem “fechadoras” destes canais de potássio, mas não diretamente sobre estes, e sim “à distância”, fazendo com que estes canais se fechem. O funcionamento da apamina deverá estimular a busca de derivados sintéticos que possam mimetizar a ação desta proteína, causando efeitos similares, para que eventualmente possam ser desenvolvidos medicamentos para doenças cujos sintomas possam ser diminuídos pela ação destas substâncias.
Fonte: http://divulgarciencia.com/
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Gaúchas recebem células-tronco em hospital na China
Campanha mobilizou Novo Hamburgo para tratamento de meninas com paralisia cerebral
Os primeiros seis meses de 2010 serão de expectativa para a família de Olívia Marques Pierotto Alves, três anos, vítima de paralisia cerebral.
Após submeter-se a oito aplicações de células-tronco na China, em um tratamento de 52 dias, Olivinha e os pais, Marcio Pierotto Alves, 27 anos, e Carolina Marques de Souza Pierotto Alves, 28 anos, desembarcaram na quinta-feira no Aeroporto Internacional Salgado Filho. Os resultados devem ser notados, espera a família, até o meio do ano.
Traquina aos dois anos, Olívia mergulhou em uma piscina sem que parentes percebessem, em 17 de janeiro passado. Os cinco minutos, tempo estimado que a garota permaneceu submersa, foram quase fatais. Após 30 dias em coma, acordou muda e sem o movimento dos braços e das pernas.
– Os médicos não nos deram muita esperança de que ela fosse melhorar algum dia – conta Carolina.
Sem se resignar, a família partiu em busca de alternativas: soube da história de uma menina tratada com células-tronco, na China, após sofrer uma lesão cerebral, e buscou informações. Em sete meses, os pais criaram um site, mobilizaram Novo Hamburgo, onde moram, e conquistaram o apoio da comunidade e do empresariado local. Na campanha, conheceram os pais de Fernanda Rossoni Vargas, oito anos, vítima de lesão semelhante.
– Era mais difícil conseguir para duas, mas não tínhamos como não ajudá-los – diz Carolina.
Eles não apenas conseguiram cerca de US$ 80 mil (R$ 139,232 mil) para tratamento, estadia, passagens e alimentação das duas famílias no Qingdao Chengyang People’s Hospital, em Qingdao, a duas horas de avião de Pequim, como garantiram quase R$ 90 mil para o prosseguimento do tratamento, no Brasil. Na China, Olívia recebeu oito aplicações de células-tronco retiradas de cordão umbilical – quatro endovenosas e quatro na coluna cervical. Pequenos avanços são comemorados como epopeias.
– Os braços dela já estão menos rígidos, ela firma a cabecinha, mexe a boca e tem dificuldades com a claridade, o que não acontecia antes. Os médicos na China disseram que os próximos seis meses são fundamentais – prevê Carolina, que abandou o emprego de enfermeira num hospital para dedicar-se à filha mais nova.
A saga de Olívia pode ser acompanha no sitewww.olivinha.com.br
Após submeter-se a oito aplicações de células-tronco na China, em um tratamento de 52 dias, Olivinha e os pais, Marcio Pierotto Alves, 27 anos, e Carolina Marques de Souza Pierotto Alves, 28 anos, desembarcaram na quinta-feira no Aeroporto Internacional Salgado Filho. Os resultados devem ser notados, espera a família, até o meio do ano.
Traquina aos dois anos, Olívia mergulhou em uma piscina sem que parentes percebessem, em 17 de janeiro passado. Os cinco minutos, tempo estimado que a garota permaneceu submersa, foram quase fatais. Após 30 dias em coma, acordou muda e sem o movimento dos braços e das pernas.
– Os médicos não nos deram muita esperança de que ela fosse melhorar algum dia – conta Carolina.
Sem se resignar, a família partiu em busca de alternativas: soube da história de uma menina tratada com células-tronco, na China, após sofrer uma lesão cerebral, e buscou informações. Em sete meses, os pais criaram um site, mobilizaram Novo Hamburgo, onde moram, e conquistaram o apoio da comunidade e do empresariado local. Na campanha, conheceram os pais de Fernanda Rossoni Vargas, oito anos, vítima de lesão semelhante.
– Era mais difícil conseguir para duas, mas não tínhamos como não ajudá-los – diz Carolina.
Eles não apenas conseguiram cerca de US$ 80 mil (R$ 139,232 mil) para tratamento, estadia, passagens e alimentação das duas famílias no Qingdao Chengyang People’s Hospital, em Qingdao, a duas horas de avião de Pequim, como garantiram quase R$ 90 mil para o prosseguimento do tratamento, no Brasil. Na China, Olívia recebeu oito aplicações de células-tronco retiradas de cordão umbilical – quatro endovenosas e quatro na coluna cervical. Pequenos avanços são comemorados como epopeias.
– Os braços dela já estão menos rígidos, ela firma a cabecinha, mexe a boca e tem dificuldades com a claridade, o que não acontecia antes. Os médicos na China disseram que os próximos seis meses são fundamentais – prevê Carolina, que abandou o emprego de enfermeira num hospital para dedicar-se à filha mais nova.
A saga de Olívia pode ser acompanha no sitewww.olivinha.com.br
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