Uma cientista brasileira realizou uma descoberta que vai acelerar as pesquisas com células-tronco, aquelas que podem se transformar em qualquer tecido humano.
A descoberta, que ocorreu por acaso, teve início quando cientistas da USP usavam células do aparelho reprodutivo feminino em pesquisas. — A gente viu que elas se dividiam muito rapidamente e, com outros, estudos a gente percebeu que elas tinham um perfil que a gente chama de perfil de células tronco adultas — disse Tatiana Jazedje, pesquisadora da USP. —
Todas tinham o que a gente chama de perfil, uma carinha de célula tronco, e aí vi que em todas as linhagens que testei essas células se diferenciaram em músculo, osso, cartilagem e gordura — explicou.
Os testes confirmaram. O que era lixo hospitalar, ou servia no máximo como apoio para as pesquisas, é o que deve ser estudado daqui para frente.
No laboratório do Centro de Genoma Humano da USP, as células-tronco das trompas agora são a nova atração. — Elas crescem aderidas nas garrafas, então elas têm esse formato. Há algumas redondinhas.
São as células que estão se dividindo — disse. Todas se reproduziram com 100% de aproveitamento, muito mais do que ocorre com as células-tronco embrionárias.
Outro ponto a favor da descoberta é que, ao contrário das células-tronco embrionárias, o uso das células das trompas não gera discussões, nem problemas éticos.
Para os cientistas, só isso já facilita e muito as próximas pesquisas.
Fonte: Zero Hora
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