Quando Bruno estava para nascer, há quase cinco anos, Márcia Amaral soube pela médica que poderia guardar as células-tronco do cordão umbilical do filho.
“Conversando com a minha obstetra, comecei a dar uma olhada em alguns panfletos e tomei essa decisão”, conta a mãe de Bruno, Márcia Amaral.
A técnica consiste em coletar o sangue do cordão umbilical no momento em que nasce o bebê. A coleta e o processamento ficam em torno de R$ 4 mil. A manutenção das células congeladas em tanques especiais, pouco menos de R$ 700 ao ano. Para o pai de Bruno, Edson Sudré, a coisa funciona como um seguro de vida.
“Estamos comprando para não usar no futuro, mas se for necessário, gostaríamos de fazer uso dele”, comenta o pai de Bruno, Edson Sudré.
Hoje no Brasil algo em trono de 25 mil pessoas têm as células-tronco do cordão umbilical congeladas e armazenadas em tanques a -196ºC. As células-tronco do cordão umbilical - como as da medula óssea - têm capacidade de se reproduzir e podem se transformar em células de outros tecidos e órgãos.
Hoje são usadas no tratamento de alguns tipos de doenças do sangue como as leucemias e, de forma experimental, para tratar de algumas doenças do coração. O uso futuro por enquanto ainda é uma aposta.
“As células-tronco serão a solução para muitas doenças degenerativas, doenças da velhice, reposição de órgãos, como a gente tem visto recentemente, com extremo sucesso, então, é o futuro”, defende a chefe de pesquisa do laboratório Maria Helena Nicola.
Mas os cientistas divergem quanto à guarda de células-tronco do cordão em bancos particulares e para uso próprio.
“A ciência tem mostrado que congelar o sangue do cordão para o próprio uso não é indicado. Na realidade, é um comércio. Eu acho que tem que tomar muito cuidado para diferenciar muito bem o que é ciência do que é comércio. O que a gente defende é que se façam bancos públicos. Se você tiver de 10 mil amostras para cima em um banco público, ele vai funcionar como um banco de sangue. No momento que alguém precisar, se tiver um número grande de amostras, vai acabar achando uma amostra compatível. Não vai ter aquele desespero que você tem, às vezes como no caso de uma leucemia, que tem que arrumar alguém compatível na família, não acha, então, é extremamente importante que se façam bancos públicos, mas não que se guarde em banco particular”, defende a geneticista Mayana Zatz.
Fonte: Bom Dia Brasil
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