A menina Clara Pereira, de um ano e nove meses de idade, recebeu uma série de seis injeções com células-tronco como tratamento para a paralisia cerebral que possui desde o nascimento. A família de Clara, uma das primeiras crianças brasileiras com essa condição a se tratar na China, optou pelo tratamento na China após não encontrar terapia semelhante no Brasil.
A paralisia cerebral de Clara foi causada pela falta de oxigenação das células cerebrais durante o nascimento.
Embora tenha uma inteligência normal, ela perdeu boa parte dos seus neurônios responsáveis pela coordenação motora, por isso não caminha, engole ou fala. No caso de Clara, os médicos esperam que as células-tronco criem novos neurônios na área afetada do cérebro, para que a menina possa desenvolver habilidades motoras.
De acordo com o pediatra Carlos Alexandre Ayoub, do Centro de Criogenia Brasil, a cada dia surgem novas técnicas e aplicações para as células-tronco. "As propriedades das células-tronco são importantes também para doenças raras que necessitem de regeneração", afirma.
Contudo, o médico é enfático na necessidade da pesquisa para qualquer uso de células-tronco, antes do início de tratamentos em humanos. "Não concordamos com tratamentos sem base científica e sem comprovação ética de resultados", afirma Ayoub.
Hoje, mais de 300 doenças estão em fase final de testes, com resultados positivos e surpreendentes. No futuro espera-se reconstituir órgãos inteiros com células-tronco, não dependendo mais de transplante. "É por isso que cada vez mais casais buscam coletar e armazenar as células-tronco do cordão umbilical de seus bebês", explica o médico Carlos Ayoub.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
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