Em aproximadamente um ano deverá entrar em operação o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Células-Tronco e Terapia Celular, que terá sua sede na USP. A iniciativa é parte do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, implantado recentemente pelo Governo Federal. Trata-se do maior investimento em redes de pesquisa no País, com incentivos de mais de R$ 500 milhões. Para o INCT em Células-Tronco, segundo a professora Mayana Zatz que é a coordenadora do centro, serão investidos cerca de R$ 9 milhões, provenientes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ambos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
O projeto estará intimamente ligado ao Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH), também coordenado por Mayana e pela professora Maria Rita Passos-Bueno, e focará seus estudos e pesquisas em células-tronco obtidas de pacientes com doenças genéticas. “Poderemos derivar diferentes linhagens celulares de cada pessoa. Vamos trabalhar na compreensão dos genes causadores de doenças e tentar entender porque pessoas, portadores da mesma mutação, podem ficar gravemente afetadas enquanto outros permanecem sem sintomas a vida toda “, explica. “Além disso, haverá pesquisas no sentido de se testar drogas em linhagens de células-tronco obtidas de pacientes com doenças genéticas, o que permitirá ver o efeito diretamente nas células antes de testá-las em seres humanos.” Outro objetivo é o desenvolvimento de terapias celulares para esses pacientes.
Haverá também a criação de um banco de DNA de pessoas idosas saudáveis, a partir dos 70 anos. “No futuro, estes genomas servirão para entender o significado de mutações encontradas em pessoas mais jovens, isto é, se causam ou não doenças”, descreve a docente. Segundo Mayana, o desenvolvimento de novas tecnologias de seqüenciamento do DNA proporcionará uma grande quantidade de informações mas com um conhecimento ainda insuficiente. E é justamente nestes casos que o Banco de DNA será uma importante fonte de consulta. “Para se ter uma idéia, quando o genoma humano foi seqüenciado pela primeira vez, em 2003, o custo foi de US$ 3 bilhões. Já foi anunciado que em 2009 esse custo cairá para US$ 5mil e nos próximos dez anos, este custo deverá chegar a mil dólares. Inúmeras pessoas vão querer sequenciar seu genoma e o nosso banco de DNA de idosos saudáveis será precioso para avaliar o significado de alterações genéticas encontradas em pessoas mais jovens.
Fonte: http://vidauniversitaria.com.br/blog
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
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