O debate continua sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias, tanto ao nível europeu
como francês, onde a discussão sobre o projeto de lei de bioética se realizará em fevereiro
diante do Senado.
Como nos recorda Jacques Testart, "parece que não levam em consideração que a possibilidade
de pesquisas sobre embriões humanos, aberta desde 1990 na Grã-Bretanha, não nos conduziu a
nenhum resultado interessante" (Le Monde, 26 de janeiro de 2004).
Em compensação, os progressos médicos realizados com células-tronco adultas continuaram a
aparecer em 2003, como mostram as publicações científicas. O jornal americano Washington
Times publicado em 30 de dezembro de 2003 cita numerosos exemplos:
- Cinco pacientes com mal de Parkinson se beneficiaram de uma terapia celular com
células-tronco adultas. Um ano após início do tratamento, haviam melhorado em 61% a
capacidade de realizar suas atividades diárias (Nature Medicine, maio de 2003).
- Foram tratados 250 pacientes diabéticos com células de pâncreas de doadores falecidos e se
conseguiu estabilizar a porcentagem de insulina em 80% deles.
- As células-tronco adultas também cumpriram suas promessas de tratamento de enfermidades
cardíacas. Quatorze pacientes mostraram melhora significativa no funcionamento do coração
durante vários meses depois de injetarem suas próprias células-tronco extraídas de sua
médula óssea.
"Os resultados são muito animadores", anunciou o Dr. James T. Willerson, chefe de
cardiologia do Texas Heart Institute e que dirigiu o estudo, "há uma melhora significativa
do fluxo de sangue nas partes do coração onde as células-tronco adultas foram implantadas".
As células-tronco de medula óssea serviram para curar três pacientes que sofriam de feridas
crônicas na pele (Archive of Dermatology, abril de 2003).
No campo da oftalmologia, cientistas de Toronto (Canadá) usaram células de um olho
danificado, com o objetivo de produzir células novas e reimplantá-las nos olhos do paciente
(Canada's Edmonton Journal, 30 de novembro de 2003).
"Penso que a ciência vai continuar mostrando êxitos nos tratamentos realizados com
células-tronco adultas, enquanto não temos visto nenhum resultado comprovado com
células-tronco embrionárias, e francamente, apenas resultados negativos com a clonagem de
animais", informa David Prentice, da Universidade do Estado de Indiana.
Na França, uma nova via terapêutica para a insuficiência crônica cardíaca foi aberta pelo
transplante de células-tronco adultas. Ela permite transplantar para o coração de pacientes
vítimas de infarte, suas próprias células musculares previamente postas em cultivo. Este
estudo faz referência aos êxitos obtidos na França pelo Pr. P. Menasché, cirurgião cardíaco
do Hospital Georges Pompidou.
Fonte: www.genethique.org
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
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